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Cirurgia por vídeo (videolaparoscopia) — São Paulo

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem uma consulta. A indicação de qualquer procedimento é individual e depende de avaliação médica. Dados históricos e estatísticos são apresentados apenas como contexto.

Imagem ilustrativa de cirurgia

O que é a videolaparoscopia

A videolaparoscopia é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva. Em vez de um corte grande, o cirurgião faz pequenas incisões por onde passam uma câmera — que transmite a imagem ampliada, em alta definição, para um monitor — e instrumentos longos e finos, com os quais opera guiado pelo vídeo. Um gás é usado para criar espaço dentro do abdome e permitir a visão.

Quando é usada e quem tem indicação

É empregada em muitas cirurgias abdominais e pélvicas — vesícula, hérnias, apêndice, entre outras. Nem todo caso é elegível: cirurgias prévias com muitas aderências, algumas urgências e situações específicas podem exigir a via aberta. A indicação é sempre individual.

Opções e variações

Fazem parte da mesma família a laparoscopia convencional, a cirurgia robótica (com braços articulados e visão em três dimensões) e a cirurgia por incisão única. Todas compartilham o princípio de operar por acessos pequenos, guiados por imagem.

Vantagens — e limites

Quando indicada, a via minimamente invasiva costuma trazer menos dor no pós-operatório, cicatrizes menores e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta. Não é, porém, “melhor” para todo caso: às vezes é preciso converter para a via aberta durante o procedimento, por segurança — o que é uma decisão prudente, não uma falha.

Duração e recuperação

O tempo e a recuperação variam conforme a cirurgia realizada. De modo geral, a internação é curta e o retorno às atividades tende a ser mais rápido do que na via aberta.

Desde quando é feita assim

A laparoscopia nasceu no início do século XX — Georg Kelling fez a primeira em 1901 (em um animal) e Hans Christian Jacobaeus, em humanos, em 1910. Ganhou uso cirúrgico amplo a partir dos trabalhos de Kurt Semm nas décadas de 1970 e 1980. A chegada da câmera de vídeo, no fim dos anos 1980, transformou-a na “videolaparoscopia” atual; a colecistectomia de Erich Mühe, em 1985, foi um dos marcos dessa virada.

Números

Hoje são realizados milhões de procedimentos minimamente invasivos por ano no mundo, e em muitas operações abdominais a videolaparoscopia é a via preferida.